SÃO PAULO - Cerca de 20% das vagas abertas para média e alta gerência questiona o conhecimento do candidato em sustentabilidade. A informação é da Hays, empresa global em recrutamento desse tipo de profissional.
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“E a tendência é que o número cresça”, disse Rodrigo Soares, líder das divisões de negócios Hays Procurement e Hays Logistics.
Segundo Soares, durante o processo de seleção, a questão vai muito além da simples abordagem sobre aspectos ambientais, a principal confusão que as pessoas fazem a respeito do significado do termo.
“As empresas estão cada vez mais interessadas em entender como o candidato enxerga a sustentabilidade em suas mais diversas formas: ambiental, financeira, de imagem e do negócio”, afirma. O que se procura perceber, de uma forma mais aprofundada durante a entrevista, são os valores e a ética do entrevistado.
Na Hays, por exemplo, os especialistas abordam o compromisso do candidato com o desenvolvimento de processos e de fornecedores no médio e longo prazos. “Vamos procurar saber, por exemplo, quais são as ferramentas de desenvolvimento dos fornecedores com os quais o candidato faz negócios e como ele avalia os resultados de tais processos”, informou.
Impacto ambiental
O impacto ambiental, sem dúvida, faz parte da pauta, mas não é tudo. “Vamos explorar a avaliação do candidato do impacto ambiental de sua atuação e de seus fornecedores, mas a questão vai além. Queremos entender se a atuação do seu trabalho é ecologicamente correta, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente aceita”, completou.
Mesmo que não possua experiência direta prévia com a questão da sustentabilidade e não esteja sendo cobrado durante a entrevista, uma vez que o tema ainda é bastante incipiente na maioria das empresas, o profissional deve procurar entender mais sobre o assunto.
Para Soares, a questão é um caminho sem volta, e ter um posicionamento sobre o assunto é fundamental para qualquer profissional hoje em dia. “Estar por dentro dos principais debates e ideias abordados no fórum de Copenhague e conhecer boas práticas do mercado, por exemplo, é parte obrigatória na cultura geral de um profissional”, concluiu.
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