A estratégia da Microsoft para virtualização com o Windows Server tem como objetivo o data center, mas esta não é a única parte. A companhia quer que a virtualização mude a forma como a TI trabalha desde os servidores até a ponta, com os desktops.
A companhia anunciou nesta segunda-feira, 21 de janeiro, a aquisição da Calista Technologies, especializada em virtualização, por um valor não-revelado. E também divulgou um modelo de licenciamento simplificado para virtualização, que permitirá que todas as versões do Windows para desktop sejam virtualizadas.
Entre os anúncios também está suporte para rodar Office em ambiente virtual e a expansão de uma aliança com a Citrix Systems para incluir marketing e vendas conjuntas na área, preços reduzidos e novos desenvolvimentos.
São uma série de novidades, e o fato de que a maioria deles não estão diretamente relacionados com a virtualização que está por vir para o Windows Server é um sinal de que a Microsoft tem muito mais do que os corredores de data centers físicos em mente para sua estratégia de virtualização.
A estratégia para TI corporativa da Microsoft volta-se a uma condição que a companhia denomina de “TI dinâmica”, onde a computação será muito mais flexível do que é atualmente, com aplicações separadas das máquinas físicas, movendo-se dinamicamente de servidor para servidor, para ajustarem-se a condições de negócios e serem entregues aos funcionários quando e onde eles precisarem.
A curto prazo, a estratégia engloba principalmente virtualização do Windows Server e gerenciamento do crescimento virtual com o System Center Virtual Machine Manager. A Microsoft projeta alguns cenários-chave para a virtualização de servidores, incluindo consolidação, testes e desenvolvimento de aplicações, continuidade de negócios e provisão acelerada de servidores.
Entretanto, alguns dos cenários de virtualização do cliente vão além da consolidação de servidores e continuidade de negócios, e chegam aos recursos inatingidos de virtualização de aplicações. A virtualização de servidores, por si, não permitirá que as companhias se tornem tão flexíveis como a Microsoft acredita que possam ser, afirmou Bob Muglia, VP sênior da companhia para servidores e ferramentas de negócios.
Além da camada de aplicações, a virtualização pode adicionar capacidades para funcionários. Por exemplo, se uma pessoa precisa usar qualquer PC para concluir uma tarefa, a virtualização poderia tornar isso possível.