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EXPERTS - Tradução do Sped

 

30/05/2009

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Nova Era da Contabilidade

“A verdade da Contabilidade reside em ser instrumento útil para a tomada de decisões pelo usuário, tendo em vista a entidade”. (Anexo à Deliberação CVM nº 29 de 5 de fevereiro de 1986).

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é baseado no envio de movimentos contábeis e fiscais para uma base de dados compartilhada por diversas entidades brasileiras (Receita Federal do Brasil, Secretarias da Fazenda Estaduais, BACEN, CVM), formando a Escrituração Contábil Digital (ECD), a Escrituração Fiscal Digital (EFD), Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), entre outros. Dessa forma, as autoridades fiscais poderão ter acesso à informação contábil, entrada de mercadorias e matérias primas, estoques, saída de produtos e informações sobre cada nota fiscal emitida e recebida pela empresa. Análises estatísticas sobre o comportamento de um contribuinte ou de toda uma cadeia produtiva serão os pilares da fiscalização científica, da auditoria fiscal digital. Sem automação completa das operações e sua conseqüente contabilização, uma empresa poderá correr o risco de ser autuada por fornecer informações incoerentes ou equivocadas.

Nesse contexto, o trabalho dos contabilistas, no que diz respeito à escrituração, tende a se reduzir drasticamente, uma vez que toda movimentação deverá ser gerada por sistemas integrados (ERP´s). Por outro lado, auditoria, planejamento tributário, contabilidade fiscal consultiva e contabilidade gerencial voltam a ser os alicerces da competitividade empresarial.

O renascimento da Ciência Contábil agrega ainda novas responsabilidades para os profissionais. É imprescindível que o contabilista participe do projeto de implantação do sistema, desde a seleção até o acompanhamento pós-implantação. Ele deve validar as informações consolidadas e analíticas geradas, a partir de uma configuração adequada ao ambiente de negócios da empresa. Deve, ainda, certificar-se que o software de gestão fornecerá ferramentas para construção de cenários, geração de indicadores de resultado, relatórios e gráficos para análise gerencial, contábil e fiscal. Por fim, resta o dever de estabelecer procedimentos de auditoria para garantir a integridade das operações e dos dados.

Essas alterações valem tanto para quem trabalha em uma única empresa quanto para quem possui um escritório de serviços contábeis que atende dezenas ou centenas de empresas. Surge assim, um novo perfil de profissional de contabilidade, em que as habilidades de análise, síntese, comunicação interpessoal e habilidades relacionadas com a tecnologia da informação são imprescindíveis para o seu sucesso. 

 

Contadores, bem-vindos à Era do Conhecimento.

 

 

postado por Roberto Dias Duarte

 
 

29/05/2009

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NF-e pode ter obrigatoriedade ampliada em 2010

Em matéria publicada no Jornal O Documento de Mato Grosso, cujo título é “MT é um dos Estados mais avançados na informatização do Fisco”, foi anunciada a proposta do ENCAT para inclusão da obrigatoriedade de NF-e em todas operações interestaduais.

“(…)

A proposta do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) é tornar obrigatória a emissão da NF-e para todas as operações interestaduais entre contribuintes do ICMS a partir de abril de 2010. A proposta foi encaminhada ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e será votada em sua próxima reunião ordinária, no dia 3 de julho.

(…)

Cuiabá / Várzea Grande, 28/05/2009 - 17:55.

Leia a íntegra em: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=298840

 

postado por Roberto Dias Duarte

 
 

27/05/2009

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7 Dicas para Implantação de Nota Fiscal Eletrônica

Preparei um breve guia para orientar quem está obrigado a emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e não sabe por onde começar. Negligenciar qualquer um dos pontos abaixo pode significar prejuízo. Deixo claro que esse guia não esgota todo o tema, mas já é um bom começo, em especial para pequenas empresas.

Primeiro Passo: Nivelamento conceitual

As explicações sobre o que é NF-e, histórico do projeto NF-e, benefícios, legislação são muito importantes. Recomendo, como primeiro passo, um nivelamento conceitual para diretores, gerentes e funcionários chave de todas as áreas envolvidas na implantação de NF-e na empresa. Participe de palestras, cursos e a leia o material disponível em sites como por exemplo o oficial da NF-e (http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal), meu blog (www.robertodiasduarte.com.br), a Comunidade SPED Brasil (http://spedbrasil.ning.com/), o blog do José Adriano Pinto (www.sped.blog.br). E leia o livro “Big Brother Fiscal na Era do Conhecimento”.

Tenha sempre em mente que não existe ninguém que possa afirmar que sabe tudo sobre o SPED. O tema abrange conhecimentos multi-disciplinares: contabilidade, direito, área fiscal, tecnologia, gestão, entre outros. Não é possível que alguém domine todos esses conhecimentos no nível de profundidade suficiente para falar “eu sei tudo sobre o SPED!”. Portanto, ter acesso a visões diferentes sobre o tema é muito enriquecedor.

Segundo Passo: Encare a implantação de NF-e como um projeto de gestão e não apenas algo restrito àrea fiscal.

“Um projeto é um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto ou serviço único. Temporário significa que cada projeto tem um começo e um fim bem definidos. Único significa que o produto ou serviço produzido é de alguma forma diferente de todos os outros produtos ou serviços semelhantes.”

Guia PMBOK® - Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos - Terceira Edição

Implantar NF-e em uma organização é, com certeza, um esforço temporário e único com objetivo de modificar processos em diversos departamentos. Dessa forma, encarar esse esforço como um projeto já é um bom começo.

Além disso, o sucesso de um projeto de NF-e pode ser medido através de diversas variáveis: prazo, custo, retorno sobre investimento, payback. Claro que isso só é possível ao considerar que é possível reduzir custos ou aumentar receitas com a implantação da NF-e.

Enfim, gerencie o projeto equilibrando escopo, tempo, custo e qualidade.

Podemos considerar que a qualidade de um projeto é definida pelas três variáveis: escopo, tempo e custo. Dessa forma, o sucesso de um projeto está relacionado com a definição e a gestão das mudanças em qualquer uma dessas variáveis equilibrando-as para atender às expectativas dos envolvidos.

“Cada projeto, independente do que estiver produzindo ou quem esteja fazendo o trabalho, é afetado pela tríplice restrição de tempo, escopo, e custo.

(…)

Quando você efetua uma mudança em uma das restrições, as outras duas também serão afetadas”.

Greene, Jennifer & Stellmann, Andrew, Use a Cabeça PMP

Terceiro Passo: Descubra quem será afetado pela NF-e e quais as suas expectativas.

O empresário, em geral, está preocupado em manter a empresa lucrativa e competitiva com o menor custo possível. Diretores, gerentes e funcionários da empresa estão comprometidos com suas próprias metas: produção, vendas, atendimento, finanças, etc. Mas como cada um deles é afetado positivamente ou negativamente pela NF-e?

Contabilidade: Procedimentos contábeis poderão ser automatizados através da escrituração eletrônica do arquivo eletrônico (XML) da NF-e.

Fiscal: Processos fiscais permeam toda organização, não estão mais restritos a um departamento. É isso mesmo. O risco fiscal nasce no cadastro do cliente e do produto e segue toda a cadeia de processos até o despacho da mercadoria. Além, é claro, do recebimento de insumos dos fornecedores.

Vendas: Cadastros de clientes passam a ter enorme importância no mundo da NF-e. Riscos fiscais e tecnológicos podem impedir ou adiar operações de vendas. Portanto o compromisso de participação das lideranças e funcionários dessa área é imprescindível.

Compras: Cadastrado de fornecedores atualizados são essenciais. A recepção de materiais comprados pode ser comprometidas por problemas com a documentação do fornecedor.

Logística: Tanto o despacho quanto a recepção de mercadorias sofrem alterações significativas nos procedimentos. Em alguns casos é onde podemos perceber os maiores riscos e oportunidades de ganhos. Quanto maior o uso de troca de documentos eletrônicos entre clientes e fornecedores, maior a probabilidade de redução de riscos e custos.

Faturamento: Uma das áreas mais críticas no caso de emissão de notas eletrônicas. É no faturamento que ocorre a “hora da verdade”. Cadastro de cliente, materiais, classificações fiscais, enquadramentos tributários, planos de contingência, capacitação, suporte, são fatores que, caso não estejam bem resolvidos, poderão adiar , impedir ou encarecer os processos de faturamento.

Marketing: O envolvimento dessa área da empresa ajuda na adaptação de funcionários, clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Um bom plano de comunicação pode minimizar problemas e resistências.
Finanças: O sucesso financeiro do projeto pode ser mensurado pela redução de custos decorrentes da melhoria e automação de processos e redução de riscos e problemas.

Tecnologia: Imprescindível o comprometimento das áreas tecnológicas: infra-estrutura de equipamentos, sistemas e comunicação formam o alicerce do projeto.

Produção: Em geral, são os principais responsáveis pela manutenção dos cadastros de insumos, materiais e produtos.

Auditoria: Tem por objetivo averiguar se o projeto foi implementado com eficácia e se está em conformidade com os objetivos empresariais, fiscais, contábeis.

Quarto Passo: Analise e defina as questões fundamentais do projeto.

Emissão centralizada ou distribuída. A emissão da NF-e, por ser um processo digital, poderá ser feita através de uma central de emissão ou distribuída pelas filiais. Essa análise deve considerar custos, tecnologia, disponibilidade de pessoal, criticidade do processo, entre outros.

Selecionar o software coerente com os requisitos e expectativas dos envolvidos no projeto. Em se tratando de tecnologia, o que sobra prejudica, custa, complica e atrasa. Por outro lado, o que falta, também prejudica, custa, complica e atrasa. Assim, a decisão sobre comprar, alugar, desenvolver um software ou usar o gratuíto é das mais importantes.

Estrutura da plataforma tecnológica. Cada fator tecnológico deve ser analisado em função das expectativas dos envolvidos no projeto mantendo a relação custo/benefício compatível com o escopo inicial e com o software selecionado: estrutura de servidores, Internet, proteções contra invasões e vírus, armazenamento de dados, impressão de documentos, Backup, políticas de segurança de acesso a dados e ao sistema, entre outros.

Tipo de Certificado Digital. É um requisito tecnológico e jurídico essencial para emissão de NF-e. Contudo, se você deve usar do tipo A1 ou A3, e-CNPJ, e-NFe ou e-Servidor, depende do software escolhido e das políticas de segurança de sua empresa. Não tente fazer “economia” nesse item. Os riscos envolvidos são sérios demais para qualquer tamanho de empresa.

Quinto Passo: Defina e implemente formas de contingência.

Não descuide desse item. A única certeza que tenho com relação à tecnologia é que ela falha, cedo ou tarde. Em geral, mais cedo que imaginávamos e na pior hora possível.

Há três formas básicas de contingência oficial: SCAN, Formulários de Segurança e DPEC.

Além delas, recomendo fortemente que haja o planejamento de outras formas de contingência:

  • uso alternativo do software gratuíto da SEFAZ/SP;
  • uso de redundâncias de conexões Internet, servidores e, até mesmo de centrais de emissão de NF-e.

Gosto muito do ditado: “seguro morreu de velho”, mas obviamente devem ser consideradas as expectativas e requisitos do projeto.

Sexto Passo: Não deixe para última hora.

Seja realista. As especificações técnicas e legais sobre a Nota Fiscal Eletrônica mudam em uma velocidade maior que você pode imaginar.

Além disso, “você aprende mais e mais sobre um projeto à medida que ele avança. Quando você começa, você tem metas e um plano mas sempre há novas informações para combinar em como o seu projeto avança e você está sempre tendo que tomar decisões para se manter no caminho certo. Enquanto você dá o seu melhor para planejar tudo que irá acontecer, você sabe que você irá aprender mais sobre o andamento de seu projeto.”

Greene, Jennifer & Stellmann, Andrew, Use a Cabeça PMP

Ou seja, problemas não previstos surgirão. Pode acreditar.

“Barrigar” o projeto de NF-e acreditando em um adiamento do cronograma oficial irá comprometer alguma variável: custo, prazo, escopo ou qualidade.

Sétimo Passo: Melhore sempre. Evolua.

A NF-e está evoluindo. Já estamos vivenciando o piloto da NF-e de Segunda Geração, onde as autoridades fiscais procuram rastrear os eventos do ciclo de vida do documento fiscal: saída, recebimento, devolução, cancelamento, correção, importação, exportação, entre outros.

O SPED está sendo aprimorado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBTP, em cinco anos chegaremos a um dos menores patamares de sonegação fiscal na América Latina. Em 10 aos, a previsão é que esse índice se torne compatível com os países desenvolvidos.

E você? Vai ficar parado?


 

postado por Roberto Dias Duarte

 
 

24/05/2009

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Brasil em direção a uma Nova Era

“Não haverá países “pobres” - só países ignorantes. E o mesmo será verdade para os indivíduos, as empresas, as indústrias e todos os tipos de organizações.”

Peter Drucker



Tenho uma visão bastante peculiar sobre o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Nos últimos anos, as autoridades fiscais brasileiras buscam aumentar a presença fiscal nas empresas com objetivo de reduzir a sonegação fiscal. O uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aliada à capacitação dos profissionais da Receita Federal do Brasil (RFB), Secretarias de Estado de Fazenda, e outras entidades fiscais, foi a “fórmula mágica” para viabilizar a presença fiscal eficiente em um país continental como o nosso.

Este movimento, que chamo de inserção do fisco na Era do Conhecimento, impulsiona empresas, profissionais, instituições de ensino e outras organizações na mesma direção. Ou seja, a adoção intensiva de TIC e formação de pessoas tornam-se fatores imprescindíveis para sustentabilidade da sociedade como um todo.

Tenho acompanhado o SPED há alguns anos analisando-o a partir de diversos papéis: pesquisador, divulgador, diretor de empresa de tecnologia e empreendedor.

Infelizmente, percebo muitos mitos e preconceitos sobre o tema. A origem disso é a imensa lacuna de informação que ainda existe.

Há falsas crenças com relação a conceitos e afirmações erradas, do ponto de vista técnico. Cito algumas:

  • SPED é um projeto fiscal ou contábil
  • O fornecedor de software irá resolver o problema do SPED
  • Só o fisco irá ganhar
  • Há invasão de privacidade
  • Só grandes empresas conseguem implantá-lo
  • As pequenas empresas irão perder competitividade
  • Os procedimentos de contingência para emissão de NF-e são insuficientes
  • Optantes pelo Simples Nacional não estão obrigados a emitir NF-e
  • O DANFE (Documento Auxiliar da NF-e) é a Nota Fiscal Eletrônica
  • Os escritórios contábeis não poderão prestar serviços com relação ao SPED
  • Empresas não poderão gerar os arquivos do SPED através de sistemas especialistas


Pretendo utilizar esse espaço no FinancialWeb para contribuir com o processo de esclarecimento das questões relevantes sobre o tema, sejam técnicas ou conceituais.

O escopo do assunto é enorme. O SPED envolve área fiscal, tributária, contábil, jurídica, tecnológica e gerencial. Obviamente, não domino todos esses ramos do conhecimento, de forma que, sempre que necessário, contarei com ajuda de outros profissionais que se dispõe a colaborar com a divulgação de um projeto tão relevante.

Convido o leitor a entrar de cabeça na Nova Era que se inicia em nosso país: a Era do Conhecimento, da Ética e da Atitude.



 

postado por Roberto Dias Duarte

 
 

PERFIL

Roberto Dias Duarte é professor, administrador de empresas com MBA pelo Ibmec, diretor de Alianças da Mastermaq Softwares e especialista em Certificação Digital, SPED e NF-e, com mais de 20 anos em projetos de gestão e tecnologia. É autor do livro "Big Brother Fiscal, o Brasil na Era do Conhecimento.
 

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>> Meu blog pessoal....

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